Luiz G. F. dos Santos, vice‑presidente da ABTS
Nesta oportunidade, propõe‑se uma discussão essencial sobre o consumo de água nas linhas de tratamento de superfícies, especialmente na galvanoplastia. É um erro comum e lamentável a percepção brasileira de que a abundante reserva de água doce nos exime da responsabilidade de conservação. Embora sejamos o país com a maior quantidade de água doce do mundo, essa imagem de abundância é, na realidade, profundamente distorcida, pois há:
• Desigualdade hídrica – 34 milhões de brasileiros ainda não têm acesso à água tratada; e
• Ineficiência pública – somos um país alarmantemente ineficiente na gestão hídrica. O estado de São Paulo, por exemplo, chega a desperdiçar entre 30 % a 35 % da água tratada antes que ela chegue às residências.
O papel do setor de tratamento de superfícies
As galvanoplastias e linhas de tratamento de superfícies são grandes consumidoras de água. No entanto, muitas empresas, especialmente as de pequeno e médio porte, ainda não reconhecem o potencial de controle e economia.
É fundamental que essas empresas se conscientizem da existência de profissionais experientes capazes de orientar em estratégias cruciais para a redução do consumo e o reuso da água. Entre as principais medidas, destacam‑se:
• Implementação de sistemas de recirculação;
• Otimização de processos para reduzir a dependência de água fresca;
• Manutenção regular em tubulações e equipamentos para evitar vazamentos.
A adoção de uma gestão hídrica eficiente se baseia em pilares claros, que não apenas preservam o recurso natural, mas também geram economia e garantem a qualidade da produção. Em resumo, as ações de consumo racional, controle, tratamento e reuso da água são imperativos. Elas garantem a preservação do recurso hídrico e resultam diretamente em economia operacional e produção controlada com qualidade. Espero que nos conscientizemos da importância da água para o nosso mercado de tratamento de superfícies. Obrigado.
Ações estratégicas e resultados
Os pilares e respectivas ações‑chave para uma gestão hídrica eficiente são:
• Análise de consumo – identificar áreas de desperdício e oportunidades de melhoria.
• Tecnologia – implementar sistemas de monitoramento e controle avançados no tratamento da água.
• Cultura – promover o treinamento de funcionários, reforçando a importância do consumo consciente.
• Monitoramento – acompanhamento constante e detalhado do uso de água.